Tenho saudades de escrever mas o tempo tem faltado. Quanto a isso, sorry.
Penso que nunca escrevi sobre Trump, mas perante a peça jornalística passada na SIC Notícias, não há como fugir ao tema, que é mais ou menos isto:
Presidente EUA recebe na Casa Branca sobreviventes de perseguição política
Trump de seu nome e Trump de génese, após uma multidão de apoiantes terem pedido a demissão da congressista muçulmana do Partido Democrata, numa exigência em forma de gritos uníssonos, qual Klu Klux Klan da atualidade, recebe na Casa Branca, sobreviventes de perseguição política, nomeadamente Murad, a vencedora do Nobel da Paz.
Depois do “Send her back! Send her Back! Send her back!”, da equipa da sucursal mais próxima do KKK, Trump agiu de forma inteligente. Vamos ver…

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Boçal, o grande Trump recebe-os, sentado na sua poltrona e de costas viradas para eles. De costas!
Os representantes falam, e eis que para minha surpresa, Trump não sabe onde se situa o campo de refugiados ou de onde vêm. Fala a meia haste, mais preocupado com a câmara do que com a conversa, auxiliado pelo assessor, que se apressa a informá-lo, e parece sinceramente, estar vexado com a situação.
Enfim… A vergonha pegada que o povo americano escolheu para os liderar.
Este encontro, intencionalmente marcado para escamotear a homofobia aclamada por aqueles que o apoiam, resulta num tremendo fiasco carregado de prepotência.
Os Estados Unidos, não mais do que uma congregação de pessoas de origens e nacionalidades diferentes. Mas são precisamente essas pessoas, que contribuem e formam o tecido e a riqueza do país, representando a multiculturalidade que existe. Já os americanos, digo: altos, obesos e brancos, são uma ínfima porção dos que ali vivem.
Não deixa de ser curioso que haja uma perseguição à religião muçulmana, mas que contra a FLDS (Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Últimos Dias) – há muito religião, e outras seitas mórmons que conspurcam a sociedade moderna com doutrinas pseudo-religiosas – não se toma medidas extremas.
O que eu gostava de ver, era a deportação dos líderes da FLDS.
Ah, não dá, são loiros!!! Não usam burca. Gostam de meninas e meninos menores. Realizam casamentos avunculares, não obstante os pais indicarem os caminhos para a vida eterna, através do incesto.
Ah, não faz mal, são loiros! Mas burca, não!