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Gulbenkian_ Pós-Pop. Fora do lugar-comum

O Evento na Gulbenkian sobre os desvios da «Pop» em Portugal e Inglaterra entre 1965 e 1975 acaba já dia 10 de setembro.

Para os apreciadores do género, a exposição oferece uma experiência completa e diversificada.

Em algumas obras “… denota-se uma unidade que tem a ver com a divergência bem-humorada em relação ao lugar-comum proposto pela Pop Art. E, no caso dos artistas portugueses…encontramos um laço comum que foi o terem procurado inspiração e incentivo no estrangeiro, em Paris, e, sobretudo, em Londres, verdadeira meca dos anos 1960.”

Sérgio Pombo (1947) Sem título (Joelhos), 1973. Poliéster policromado. Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna, inv. 82E1143

“A crítica à Pop Art surge na segunda metade da década de 1960. No caso dos artistas portugueses é simultânea à experimentação em torno desta linguagem, cuja assimilação, por sua vez, surge desviada ou desviante, permitindo alargar e transformar a zona de influência da Pop…Outro laço comum entre todos estes artistas é o pensamento interventivo que desenvolvem sobre o próprio objeto artístico enquanto tal, o que os situa nos primeiros ensaios da arte concetual sem, no entanto, abandonarem a vontade de comunicação que está na origem da Pop.”*

Allen Jones (1937) «Aula de Modelo B (Tocando o Sapato, Rosa)», 1968 Litografia sobre papel, 82,8 × 56,4 cm. Cortesia Coleção British Council, no. P1201

Na Exposição podemos ver artistas as obras dos artistas Bernard Cohen, Tom Phillips, Jeremy Moon, ou Teresa Magalhães, Ruy Leitão, Eduardo Batarda, Menez, Nikias Skapinakis, Fátima Vaz, Clara Menéres, João Cutileiro, José de Guimarães, entre muitos outros. A Curadoria é de Ana Vasconcelos e Patrícia Rosas.

Acaba já na próxima segunda-feira, dia 10 de setembro.

* Excerto do texto e Imagens retiradas de gulbenkian.pt/museus/evento/pos-pop-do-lugar-comum.